Monday, 12 November 2018

𝕴𝖓 𝕰𝖝𝖙𝖗𝖊𝖒𝖎𝖘

𝔇e minha pobre mãe no triste leito
Eu me encontrava
Levando sua mão ao meu peito
E dizendo-lhe que a amava.

Estava tão sombria e debilitada
Que de dor me ajoelhei
E vendo o olhar da genitora amada
Não posso negar...chorei!

Ao seu lado está meu pai.
Pobre infeliz!Digno de pena é deveras a dor
Que ele sente a fervilhar com ardor
Na alma e que nunca se esvai!

Mas por que logo a ela?
Por que o permitiu Deus,
Negligenciando os clamores meus,
Que lágrimas caíssem dos olhos dela?
A piedade divina lhe faltou!
Mas não os sonhos d'infância
Que substituíram a cruel ânsia
Do filho que ela mais amou!

Ai, minha mãe!

Quantos sonhos e ilusões perdidas!
Quantos caminhos a vagar sem certeza
Numa vida marcada por vindas e idas
Onde reina, soberana, a tristeza!

Contudo...que falei?
O que poderá substituir o sagrado norte
A cuja luz mais que a vida devotei
E que é extinguida a cada dia pela morte?

Palavras, alegrias e ternos sentimentos
Nunca mais de volta os terei
E ouvindo dela de despedida os lamentos
Não posso negar...chorei!

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