Tuesday, 28 April 2020

Obras Ilustradas de Dostoiévski - Ed. José Olympio


Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (Moscou 1821 - 1881) foi um escritor, filósofo e jornalista do Império Russo. É considerado um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores "psicólogos" que já existiram (na acepção mais ampla do termo, como investigadores da psiquê).

Títulos lançados nesta coleção:

VOLUME I: O ETERNO MARIDO (ROMANCE, 288 PÁGINAS) TÍTULO ORIGINAL: VIECHNII MUCH. TRAD.: COSTA NEVES. 

VOLUME II: UM JOGADOR -DAS MEMÓRIAS DE UM JOVEM (ROMANCE, 294 PÁGINAS). TÍTULO ORIGINAL: IGROK. TRAD.: COSTA NEVES. 

VOLUME III: HUMILHADOS E OFENDIDOS (ROMANCE,464 PÁGINAS). TÍTULO ORIGINAL: UNICHENYE I SKORBLENYIE. TRAD.: RACHEL DE QUEIRÓZ. PREF.: :OTTO M. CARPEAUX. XILOGRAVURAS: OSVALDO GOELDI. 

VOLUME IV: RECORDAÇÕES DA CASA DOS MORTOS (ROMANCE, 414 PÁGINAS). TÍTULO ORIGINAL: ZAPISKI IZ MERTVAVO DOMA. TRAD.: DE RACHEL DE QUEIROZ. PREF.: BRITO BROCA. XILOGRAVURAS: OSVALDO GOELDI. 

VOLUME V: NIETÓTCHKA (ROMANCE, 312 PÁGINAS). ITÍTULO ORIGINAL: NIETÓTCHKA. TRAD.: COSTA NEVES. INTRODUÇÃO DE WILSON MARTINS. ILUSTRAÇÕES DE MARTHA SCHIDROWITZ, 

VOLUMES VI E VII: CRIME E CASTIGO, ACOMPANHADO DO DIÁRIO DE RASKOLNOKOV (ROMANCE, 698 PÁGINAS). TÍTULO ORIGINAL: PRESTUPLENIE I NAKAZANIE. TRAD.: ROSÁRIO FUSCO. INTRODUÇÃO: BRITO BROCA. ILUSTRAÇÕES: SANTA ROSA. 

VOLUMES VIII E IX: O IDIOTA (ROMANCE, 837 PÁGINAS) TÍTULO ORIGINAL: IDIOT. TRAD.:: JOSÉ GERALDO VIEIRA. PREF.: BRITO BROCA. ILUSTRAÇÕES: OSVALDO GOELDI. 

VOLUMES X, XI, E XII: OS DEMÔNIOS (ROMANCE, 1022 PÁGINAS) TÍTULO ORIGINAL: BIESI. TRAD.: RACHEL DE QUEIROZ. PREF.: ROBERTO ALVIM CORREIA. XILOGRAVURAS: AXEL DE LESKOSCHEK. 

VOLUMES XIII, XIV E XV: OS IRMÃO KARAMÁZO (ROMANCE, 1353 PÁGINAS). TÍTULO ORIGINAL: BRATIA KARAMÁZOVI. TRAD.: RACHEL DE QUEIROZ. INTRODUÇÃO: OTTO M. CARPEAUX. XILOGRAVURAS AXEL DE LESKOSCHEK. 

Fonte: <https://www.traca.com.br/livro/60442/obras-completas-e-ilustradas-de-f-m-dostoievski-em-15-volumes>. Acesso em 28/04/2020 


Monday, 27 April 2020

Anacreonte, Íbico e Anacreônticas

Simônides

 Foi um dos maiores poetas líricos da Grécia antiga, celebrado por sua poesia de caráter elevado e sapiencial. De sua vasta produção poética, temos apenas fragmentos. 

     De acordo com Platão, o poeta teria vivido em Atenas na mesma época em que Anacreonte, ambos por convite dos irmãos Hípias e Hiparco, tiranos herdeiros de Pisístrato. Essa relação entre governantes e poetas não era incomum. O próprio Platão viveu na corte de Dioniso de Siracusa próximo ao fim de sua vida. Aristóteles, segundo os antigos nos contam, teria sido preceptor de Alexandre, o Grande. Péricles, o estratego ateniense durante a guerra do Peloponeso, mantinha o filósofo Anaxágoras entre seus companheiros. Alcibíades, sobrinho de Péricles e estratego durante a expedição contra a Sicília, estava entre os discípulos de Sócrates. A lista continuaria por páginas e páginas.

     Simônides, ao que tudo indica, foi o inventor de um gênero poético intrinsicamente ligado à aristocracia: o epinício. Esse tipo de poema era composto e cantado, sob encomenda, para vencedores de grandes competições atléticas, como os jogos olímpicos. Dentre esses jogos, o mais distinguido era a corrida com quadriga (o carro levado por quatro cavalos). Ao contrário do que se pode esperar, o vencedor desse tipo de competição não era o piloto, mas, sim, o dono dos cavalos. A glória maior não estava em correr na pista, ainda que isso também fosse louvado, mas em ter dinheiro o bastante para bancar os dispendiosos gastos envolvidos na manutenção de cavalos. O próprio Alcibíades, para justificar que lhe dessem o posto de estratego, teria usado como argumento suas vitórias nesse tipo de competição. A poesia, nesse ponto, entra como parte da legitimação do poder, quase como uma propaganda política.


Sapphó

  A poesia de Safo talvez seja o melhor exemplo possível para o gênero lírico na Grécia – nem tanto por ser a mais representativa de todos os subgêneros possíveis, mas porque é aquela que mais se assimila com a nossa noção do que seja lírico.
     Desde o romantismo pelo menos, compreendemos o gênero lírico como aquele dedicado à mais pura expressão da subjetividade individual, em oposição à objetividade narrativa do gênero épico e à tensão do gênero dramático.
     Ainda que, entre os gregos, essas não sejam distinções plenamente cabíveis, muito da poesia de Safo se enquadra no que chamaríamos de poesia amorosa, dedicada à expressão do desejo do eu-lírico.
     Falando de modo estrito, entretanto, a poesia lírica grega é simplesmente aquela cantada com o acompanhamento da lira. Nesse sentido, ela se assemelha muito mais à noção ideia de canção do que propriamente de poesia escrita.


Odisseia


    Enquanto a Ilíada estabelecia os parâmetros gregos para o heroísmo em batalha, a Odisseia delineava o horizonte incerto das aventuras no mar, cruzando os limites da experiência humana para esbarrar em um território repleto de monstros, deuses e reinos mágicos.

     O poema se inicia in medias res, no meio da história, com Odisseu, náufrago, na ilha de Calipso. Há um duplo fio narrativo que se alterna entre as aventuras de Odisseu, no mar, e a situação de seu filho e de sua esposa em casa, em Ítaca, até que as duas tramas se encontram no retorno do herói.

     Viajando já há quase dez anos desde o fim da guerra, Odisseu é o único dos heróis gregos sobreviventes a não conseguir completar seu retorno. Partindo da ilha de Calipso, ele chega a Esquéria, o reino paradisíaco dos Feácios. Na corte do rei Alcínoo, depois de ocultar sua identidade inicialmente até certificar-se de que está entre homens confiáveis, Odisseu revela-se e conta suas aventuras: como passou por uma ilha de homens que comiam apenas lótus, como cegou o ciclope Polifemo, como quase chegou em casa com um presente de Éolo, o rei dos ventos, mas foi forçado de volta pela tolice de seus companheiros, que comeram os bois do Sol, entre outros tantos relatos fantásticos.

     Em casa, Penélope e Telêmaco sofrem a ausência do rei de Ítaca e veem seus bens sendo lentamente dilapidados por uma horda de pretendentes, alocados no palácio em interminável banquete enquanto aguardam que a rainha escolha um deles como seu novo marido. Penélope, tão astuciosa como o próprio Odisseu, diz que apenas se casará quando terminar de tecer um sudário para Laerte, o pai de seu esposo. Entretanto, a tarefa nunca acaba, pois tudo que ela tece durante o dia é desfeito à noite quando ninguém está vendo.

     Com a ajuda dos Feácios, Odisseu consegue realizar seu retorno a Ítaca, onde, junto de seu filho e de seu leal servo, planeja, disfarçado, sua vingança contra os pretendentes. Determinando quais servos ainda lhe eram leais, o herói fecha as portas do salão principal, onde aceita o desafio de Penélope e consegue o que ninguém havia até então conseguido: encordoar o arco que ele próprio deixara em casa ao partir para a guerra. Realizando a proeza e revelando-se como Odisseu, ele e Telêmaco massacram os pretendentes, um a um, para depois restabelecer a ordem em Ítaca e a si mesmo como rei.


Fonte: <https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=18 >. Acesso em 27/04/2020.

Ilíada

     A Ilíada, até hoje, é celebrada como uma das mais impressionantes obras literárias do mundo ocidental. Ela narra os eventos próximos ao final da guerra de Troia. Aristóteles elogiava Homero por ter feito um recorte preciso para a trama de seu poema: ele não conta a história inteira da guerra, desde sua causa até a queda e o saque da cidade; em vez disso, relata apenas o que aconteceu do início ao fim da cólera de Aquiles.
     Nesse episódio específico, o herói se indispõe com o líder dos gregos, Agamêmnon, por conta da divisão dos despojos de guerra. Sentindo-se ultrajado, Aquiles se afasta do combate, o que, ao longo do poema, resulta em uma série de revezes para os heróis gregos, que, um a um, vão se ferindo em combate, apesar de executarem feitos extraordinários.
     Quando não parece haver mais solução, Pátroclo, o companheiro de Aquiles, aflito ao ver os troianos avançando próximo ao acampamento grego, convence o herói a emprestar-lhe suas armas, para que ajudasse os gregos. Ele consente e Pátroclo, depois de lutar bravamente, acaba sendo morto por Heitor. Esse evento faz com que Aquiles, enfurecido, volte ao combate, massacrando brutalmente os troianos, sem poupar nem mesmo os que se entregam, vencidos, diante dele.
     Mesmo depois de matar Heitor e profanar seu cadáver, arrastando-o em volta de Troia e largando-o exposto ao tempo, sua cólera só se desfaz quando o próprio Príamo, rei de Troia, entra disfarçado, à noite, no acampamento dos gregos e implora que Aquiles devolva o corpo do filho. Lembrando-se de seu próprio pai, Peleu, Aquiles se apieda e devolve o cadáver de Heitor ao rei, selando o fim do poema.


Fonte: <https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=18 >. Acesso em 27/04/2020.

Saturday, 25 April 2020

Sabedoria de Sólon

Creso, rei da Lídia, segundo o relato de Heródoto, foi visitado por Sólon durante suas viagens. Apresentando ao hóspede ateniense a grandeza e opulência de seu palácio, o rei perguntou a ele, que já havia tanto viajado, quem era o homem mais feliz que ele encontrara em suas viagens. Esperando ouvir seu próprio nome como resposta, Creso foi surpreendido quando Sólon elencou, sucessivamente, três homens comuns que haviam tido boas vidas e morrido boas mortes; o primeiro deles, em batalha, defendendo a cidade; os outros dois, atletas irmãos, após carregar a carroça de sua mãe, uma sacerdotisa, até o templo onde se deitaram para descansar e nunca mais acordaram. Irritado com as respostas, o rei indagou se Sólon não o julgava feliz, sendo ele um monarca tão rico e poderoso. A isso, o sábio respondeu que, enquanto alguém vive, no máximo pode se dizer que ele tem sorte; só se pode julgar uma pessoa feliz ao fim de sua vida, sabendo-se qual foi o fim que teve. De fato, Creso, alguns anos depois, veio a entender a sabedoria de Sólon, quando foi vencido e escravizado por Ciro, rei dos Persas.

Fonte: <https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=18 >. Acesso em 25/04/2020,

Friday, 24 April 2020

Clássicos Jackson

 

Esta é uma coleção, ao que parece, lançada pela primeira vez em 1949 pela Editora W.M. Jackson e com sucessivas reedições. Travei contato com alguns de seus volumes quando frequentava toda noite a Biblioteca Municipal de minha urbe. A coleção é composta de títulos muitíssimos interessantes  escritos por grandes autores gregos, latinos, franceses, ingleses, espanhóis, italianos, portugueses etc. Sem dúvida alguma é um tesouro que toda pessoa que preze pela erudição tem de ter em sua biblioteca pessoal.

Segue a lista de títulos publicados*:

- VOLUME I: CIROPÉDIA - XENOFONTE; TRADUÇÃO DE JOÃO FÉLIX PEREIRA, PREFÁCIO DE ANTENOR NASCENTES. 347 PÁG. 

- VOLUME II: CÍCERO - ORAÇÕES; TRADUÇÃO DO PADRE ANTÓNIO JOAQUIM, PREFÁCIO DE ALTINO ARANTES.424 PÁG.

 -VOLUME III: VIRGÍLIO - GEÓRGICAS, ENEIDA; TRADUÇÕES DE ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO E MANUEL ODORICO MENDES, PREFÁCIO DE NELSON ROMERO. 388 PÁG.

 -VOLUME IV: HORÁCIO-OVÍDIO, SÁTIRAS - OS FASTOS; TRADUÇÕES DE ANTÓNIO LUIS SEABRA E ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHOS, PREFÁCIO DE JOÃO BATISTA MELO E SOUSA. 351 PÁG. 

- VOLUME V E VI: DANTE - A DIVINA COMÉDIA (EM VERSO, NOTAS AO FINAL DE CADA CANTO); TRADUÇÃO ANOTADA DE J. P. XAVIER PINHEIRO, PREFÁCIO DE RAUL DE POLILLO.770 PÁG. 

- VOLUME VII: CAMÕES - OS LUSÍADAS, PREFÁCIO DE AFRÂNIO PEIXOTO, INCLUI ÍNDICE DE NOMES. 426 PÁG. 

- VOLUMES VIII E IX: CERVANTES - D. QUIXOTE DA LA MANCHA; TRADUÇÃO DE ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO, PREFÁCIO DE FREDERICO DE ONIS. 931 PÁG.

- VOLUME X: SHAKESPEARE - MACBETH - REI LEAR, TRADUÇÕES DE ARTUR DE SALES E J. COSTA NEVES, PREFÁCIO DE ARTUR DE SALES. 306 PÁG. 

- VOLUME XI: MORALISTAS ESPANHÓIS - SELEÇÃO E PREFÁCIO DE DAVID J. PÉREZ, TRADUÇÃO DE ACÁCIO FRANÇA. 420 PÁG.(AUTORES DOS QUAIS FIGURAM NESTE VOLUME: JUAN LUÍS VIVES (INTRODUÇÕ A SABEDORIA; DIÁLOGOS), ALFONSO DE VALDÉS (DIÁLOGO DE MERCÚRIO E CARONTE), ANTÓNIO GUEVARA (EPÍSTOLAS FAMILIARES); DIEGO DE SAAVEDRA FAJARDO (IDEAL DE UM PRÍNCIPE POLÍTICO-CRISTÃO) BALTASAR GRACIÁN (EL HEROE, EL DISCRETO)).

 - VOLUME XII: PENSADORES FRANCESES - SELEÇÃO E PREFÁCIO DE BRITO BROCA, TRADUÇÕES DE J. BRITO BROCA E WILSON LOUSADA, 364 PÁG. ( AUTORES DOS QUAIS FIGURAM ESCRITOS NESTE VOLUME: MONTAIGNE (RETRATO MORAL DE MONTAIGNE; A BIBIOTECA DE MONTAIGNE; DOS CANIBAIS), DESCARTES (DISCURSO SOBRE O MÉTODO PARA BEM GUIAR A RAZÃO E BUSCAR A VERDADE NAS CIENCIAS), BLAISE PASCAL (O HOMEM PERANTE A NATUREZA, DIVERTIMENTO,O MISTÉRIO DE JESUS, DÉCIMA PRIMEIRA CARTA), LA ROCHEFOUCAULD (REFLEXÕES MORAIS), LA BRUYÈRE (DOS PODEROSOS, DO CORAÇÃO, DAS OBRAS DO ESPÍRITO, DO HOMEM), DIDEROT (CARTAS A SOFIA VOLLAND), JEAN JACQUES ROUSSEAU (PROFISSÃO DE FÉ DO VIGÁRIO SABOIANO, CONFISSÕES)). 

- VOLUME XIII: MILTON - PARAÍSO PERDIDO (EM VERSO), TRADUÇÃO DE ANTÓNIO JOSÉ LIMA LEITÃO, PREFÁCIO DE A. H. ROBERTSON. 409 PÁG. INCLUI ÍNDICE EXPLICATIVO E REMISSIVO. 

- VOLUME XIV: PADRE ANTÓNIO VIEIRA - CARTAS, SELEÇÃO DE NOVAIS TEIXEIRA, PREFÁCIO DE LUÍS DE PAULA FREITAS. 378 PÁG. 

- VOLUME XV: GOETHE - FASUTO; TRADUÇÃO DE ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO, PREFÁCIO DE OTO MARIA CARPEAUX. 323 PÁG. 

- VOLUMES XVI E XVII: CHATEAUBRIAND - O GÊNIO DO CRISTIANISMO, 2 VOLS., TRADUÇÃO DE CAMILO CASTELO BRANCO, PREFÁCIO DE TRISTÃO DE ATAÍDE. 683 PÁG. 

- VOLUME XVIII: ALEXANDRE HERCULANO - LENDAS E NARRATIVAS; PREFÁCIO DE EDUARDO FRIEIRO. 439 PÁG.

 - VOLUME XIX: JOÃO FRANCISCO LISBOA - VIDA DO PADRE ANTÓNIO VIEIRA, PREFÁCIO DE PEREGRINO JÚNIOR. 304 PÁG. 

- VOLUME XX: JOAQUIM NABUCO - MINHA FORMAÇÃO, PREFÁCIO DE CAROLINA NABUCO. 322 PÁG.

 - VOLUME XXI: HOMERO - ILÍADA (POESIA), PREFÁCIO DE PE. AUGUSTO MAGNE, TRADUÇÃO DE ODORICO MENDES. 441 PÁG. 

- VOLUME XXII: ÉSQUILO, SÓFOCLES, EURÍPEDES - TEATRO GREGO, PREFÁCIO E TRADUÇÃO DE J.B. MELLO E SOUZA ( AUTORES E OBRA QUE FIGURAM NESTE VOLUME:ÉSQUILO (PROMETEU ACORRENTADO), SÓFOCLES ( REI ÉDIPO, ANTÍGONE), EURÍPEDES (ALCESTE, ELECTRA, HIPÓLITO)). 353 PÁG. 

-VOLUMES XXIII E XXIV: HERÓDOTO - HISTÓRIA (2 VOLS), PREFÁCIO DE VÍTOR AZEVEDO, TRADUÇÃO DE BRITO BROCA. 744 PÁG. 

-VOLUME XXV: TÁCITO - ANAIS, PREFÁCIO DE BRENO SILVEIRA, TRADUÇÃO DE J.L. FREIRE DE CARVALHO. 445 PÁG. 

- VOLUME XXVI; PENSADORES ITALIANOS, PREFÁCIO DE ADOLFO RAVÀ, TRADUÇÕES DE ANTÓNIO PICCAROLO E LEONOR DE AGUIAR ( AUTORES DOS QUAIS FIGURAM ESCRITOS NESTE VOLUME: DANTE (DA MONARQUIA), MACHIAVELLI (DISCURSO SOBRE A PRIMEIRA DÉCADA DE TITO LÍVIO), BECCARIA (DOS DELITOS E DAS PENAS), MAZZINI (DEVERES DO HOMEM). 415 PÁG. 

- VOLUME XXVII: ENSAÍSTAS INGLESES, PREFÁCIO DE LÚCIA MIGUEL-PEREIRA, TRADUÇÃO DE J. SARMENTO DE BEIRES E JORGE COSTA NEVES, (AUTORE E OBRAS QUE FIGURAM ESCRITOS NESTE VOLUME: FRANCIS BACON ( DA AMIZADE, SOBRE JARDINS), ABRAÃO COWLEY (SOBRE MIM MESMO), JOHN DRYDEN (SOBRE MONSIEUR SAINT EVREMONT), RICHARD STTELE ( AUTOCRATAS NO CAFÉ, O CLUBE DO ESPECTADOR), JOSEPH ADDISON ( SOBRE CONSELHOS EM QUESTÕES DE AMOR), HENRY FIELDING (ENSAIO SOBRE O NADA), SAMUEL JOHSON (DA TRISTESA) DAVID HUME ( DA SIMPLICIADE E DO REQUINTE NA MENEIRA DE ESCREVER), OLIVER GOLDSMITH (FELICIDADE, FUNÇÃO DA DISPOSIÇÃOINDIVIDUAL), CHARLES LAMB ( LAMENTAÇÕES DE UM SOLTEIRÃO SOBRE A CONDUTA DA GENTE CASADA), WILLIAM RAZLITT ( SOBRE A IGNOTÂNCIA DOS SÁBIOS, A PROSITO DE ALCUNHAS), LEIGH HUNT ( SOBRE A MORTE DE CRIANCINHAS) THOMAS CARLYLE ( A ÓPERA), THOMAS BABINGTON MACAULAY (FREDERICO, O GRANDE), JAMES ANTHONY FROUDE (INFLUÊNCIA LITERÁRIA DAS ACADEMIAS), JOHN RUSKIN (TESOURARIAS REAIS), WALTER BEGEHOT (BOSCASTLE) WALTER HORÁCIO PATER ( A ESCOLA DE GIORGIONE)). 425 PÁG. 

- VOLUME XXVIII: TEATRO FRANCÊS, PREFÁCIO DE SÉRGIO MILIET, TRADUÇÃO DE A.F. DE CASTILHO E MENDO TRIGOSO, ( AUTORES E OBRAS QUE FIGURAM NESTE VOLUME: CORNEILLE (CID - ATO I AO V), RACINE (FEDRA - ATO I AO V), MOLIÈRE ( O AVARENTO - ATO I AO V). 417 PÁG. 

- VOLUME XXIX: MANUEL BERNARDES - NOVA FLORESTA; SELEÇÃO E PREFÁCIO DE MÚCIO LEÃO). 364 PÁG.

 - VOLUME XXX: ROCHA PITTA - HISTÓRIA DA AMÉRICA PORTUGUESA ; PREFÁCIO E NOTAS DE PEDRO CALMON. 497 PÁG.

 - VOLUME XXXI: SWIFT - VIAGENS DE GULIVER; PREFÁCIO DE ALMIR DE ANDRADE, TRADUÇÃO DE CRUZ TEIXEIRA. 338 PÁG. 

- VOLUME XXXII: VOLTAIRE - SELECÇÕES;PREFÁCIO DE WILSON LOUSADA, TRADUÇÃO DE J. BRITO BROCA. 377 PÁG. (OBRAS DAS QUAIS FIGURAM TRECHOS NESTE VOLUME: HISTÓRIA DE CARLOS XII;CARTAS FILOSÓFICAS; DISCURSO DE RECEPÇÃO NA ACADEMIA FRANCESA; SÉCULO DE LUÍS XIV; ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPIRITO DAS NAÇÕES; CÂNDIDO (COMPLETO); DICIONÁRIO FILOSÓFICO, O SÉCULO DE LUÍS XV; CORRESPONDÊNCIA).

- VOLUME XXXIII: ENSAISTAS AMERICANOS; PREFÁCIO DE RONE AMORIM, TRADUÇÃO DE SARMENTO DE BEIRES E JOSÉ DUARTE.( AUTORES E OBRAS QUE FIGURAM NESTE VOLUME: BENJAMIN FRANKLIN ( AUTOBIOGRAFIA), WASHINGTON IRVING ( NATAL, A MUTABILIDADE DA LITERATURA, A ARTE DE CONFECCIONAR LIVROS), RALPH WALDO EMERSON (CARÁCTER), EDGAR ALAN POE ( NATHANIEL HAWTHORNE), HENRY DAVID TOUREAU ( ANDAR A PÉ), JAMES RUSSELL LOWELL ( ABRAHAM LINCOLN).358 PÁG. 

- VOLUME XXXIV E XXXV: HUMBOLDT - QUADROS DA NATUREZA - PREFÁCIO DE F. A. RAJA GABAGLIA, TRADUÇÃO DE ASSIS CARVALHO (REVISTA). 692 PÁG. - VOLUME XXXVI: RUI BARBOSA - TEORIA POLÍTICA; SELEÇÃO, COORDENAÇÃO E PREFÁCIO DE HOMERO PIRES. 341 PÁG. 

-VOLUME XXXVII: TCHECOV - CONTOS; SELEÇÃO E PREFÁCIO DE HENRIQUE DE CAMPOS, TRADUÇÃO DE COSTA NEVES, 327 PÁG. (CONTOS QUE FIGURAM NESTE VOLUME: LA CIGALE, SONHOS, O BURACO, O BEIJO, VARKA, A ESTEPE). 

- VOLUME XXXVIII E XXXIX: POESIAS ( 2 VOLS); SELEÇÃO E PREFÁCIO DE ARY MESQUITA (DIVERSOS AUTORES, INCLI PEQUENO ENSAIO BIOGRAFICO PARA CADA AUTOR DESTA ANTOLOGIA). 782 PÁG. - 

VOLUME XL: ESTUDOS LITERÁRIOS (AUTORES QUE FIGURAM NESTE VOLUME: ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO (DA LITERATURA CLÁSSICA), LUIS GARRIDO (OS TRÁGICOS GREGOS), J.P.MAHAFFY ( A LITERATURA NA HISTÓRIA), CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS (LITERATURA ANTIGA PORTUGUESA), LEON VALLÉE (BREVE QUADRO DA LITERATURA FRANCESA), JOSÉ VERISSIMO (LITERATURA BRASILEIRA), ALOIS BRAND (LITERATURA ALEMÃ), PASQUALE VILLARI ( A RENASCENÇA ITALIANA), LATINO COELHO ( CAMÕES E AS GLÓRIAS PORTUGUESAS), TEÓFILO BRAGA (LITERATURA PORTUGUESA ATÉ O ROMANTISMO), EDUARDO DOWDEN (CARACTERÍSTICOS DA LITERATURA ISABELINA), AINSWORTH R. SPOFFORD ( A LITERATURA NORTE-AMERICANA), VISCONDE MELCHIOR DE VOGUÉ (LITERATURA RUSSA), LATINO COELHO (HUMBOLDT), PAUL BOURGET ( O ENSAIO CRÍTICO EM FRANÇA), ANDREW LANG ( O DESENVOLVIMENTO DA LITERATURA NO SÉCULO XIX), OLIVEIRA LIMA (LITERATURA OCIDENTAL), HENRY SMITH WILLIAMS ( A LITERATURA NA CIÊNCIA), MAURICIO MAETERLINCK ( O DRAMA MODERNO). 362 PÁG.

*Utilizo como fonte da informação o sítio eletrônico <https://www.traca.com.br/livro/21351/colecao-classicos-jackson-40-volumes>. Acessado em 24/04/2020.

Wednesday, 22 April 2020

Quando ontem passeava
Na praça triste e soturna
Procurava entre os semblantes e na luz da lua
Os olhos daquela a que mais amava.

Já o dia inteiro desejando
Qual uma criança pelos doces chorando
Sentir dela o odor das flores
Para que do meu coração se afugentassem as dores

Qual uma rainha de um grande império
Seu sorriso e beleza me faziam exclamar:
-Oh, quão desgraçado sou
Por seus lábios nunca ter podido beijar!

Observo casais indo e vindo
De mãos dadas, sorrindo
Sem ao menos suspeitar da tempestade
Que ruge forte e desafia a Potestade!

A bela leviana não me apareceu
Pois só existe da febre nos delírios
Quando eu, sonhando e sentindo calafrios,
A vejo e roubou um beijo seu!

Momento

De manhã, pouco antes da aurora,
Acordo sobressaltado e ofegante
Desorientado e assustado,
Penso que morri, que não mais vivo.

Decidido, levanto-me do leito
E corro em direção à janela
Abro as cortinas e vejo:
O mundo continua lá.

O mesmo jardim, as mesmas flores...

O que fazer com tal constatação?
Suicidar-me-ia porque o piano
Está na sala e seus teclados,
Desamparados?

As notas e melodias, eternas...

Não, nada atinge o extremo da loucura
Nem mesmo eu, desesperado que estou!

Aqui não são palavras de insânia
Mas é o tédio unicamente que as inspira
Na minha alma.

Na minha alma!

Ela

Só tu, puro amor,
Acendes em mim aquele excelso momento
Marcado por inefável esplendor
E pelo beijo de um puro sentimento.

Quando me tocavas-tremia!
Enquanto lias nos meus olhos, espantada.
Quando me tocavas, pensava:
-Será um sonho ter nos braços a amada?

Tu eras uma dama graciosa
E eu, um simples boêmio a vagar
Que, sob os odores dos teus cachos e da noite ociosa,
Clamava a Deus: -Eterno, faça-a me amar!

Teus beijos me enchiam de delícias.
Éramos felizes, e o universo bem sabia
Que só de ti a fria tez sentir queria!

Mas a noite, companheira, se despede,
Enquanto fico a recordar o doce momento
No qual as pétalas da rosa eram
Levadas pelo vento.

30/06/2011

Coleção Obras Primas Nova Cultural




Obras-Primas foi uma coleção publicada no Brasil criada em 1978 pela Abril Cultural, contemplando os clássicos da literatura mundial. Somente na década de lançamento da série, foram vendidos 4,5 milhões de exemplares.

A coleção já recebeu várias reedições, sendo a última, de 2002, lançada pela Nova Cultural com patrocínio da companhia de papel Suzano. Como de praxe, as novas edições foram "perdendo volumes" em relações às primeiras edições, mas ainda assim ela manteve muitos dos autores consagrados, em edição de luxo, com traduções de prestígio e preço acessível, graças aos subsídios da Suzano Papel e Celulose.


Títulos lançados:

01 Dom Quixote, Miguel de Cervantes
02 Os Trabalhadores do Mar, Victor Hugo
03 A Divina Comédia, Dante Alighieri
04 Crime e Castigo, Dostoiévski
05 Cyrano de Bergerac, Edmond Rostand
06 O Vermelho e o Negro, Stendhal
07 Madame Bovary, Flaubert
08 Razão e Sensibilidade, Jane Austen
09 Odisseia, Homero
10 Ana Karênina, Tolstói
11 O Leopardo, Lampedusa
12 Um Conto de Duas Cidades, Charles Dickens
13 Drácula, Bram Stoker
14 Os Sertões, Euclides da Cunha
15 Almas Mortas, Gógol
16 Tom Sawyer, Mark Twain
17 As Relações Perigosas, Choderlos de Laclos
18 Babbitt, Sinclair Lewis
19 Os Lusíadas, Camões
20 Fausto / Werther, Goethe
21 Contos, Voltaire
22 As Três Irmãs, Anton Tchekhov
23 Moby Dick, Herman Melville
24 O Morro dos Ventos Uivantes, Emily Brontë
25 Memorial de Aires / Esaú e Jacó, Machado de Assis
26 Moll Flanders, Daniel Defoe
27 A Cidade e as Serras, Eça de Queirós
28 A Metamorfose, Franz Kafka
29 Decamerão, Boccaccio
30 O Falecido Mattia Pascal / Seis Personagens à Procura de um Autor, Luigi Pirandello
31 Mulherzinhas, Louisa May Alcott
32 Eneida, Virgílio
33 A Dama das Camélias, Alexandre Dumas Filho
34 Tom Jones, Henry Fielding
35 Naná, Zola
36 Tragédias, Shakespeare
37 O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
38 A Mulher de Trinta Anos, Balzac
39 Histórias Extraordinárias, Edgar Allan Poe
40 A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, Júlio Verne
41 As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
42 Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas
43 Casa de Bonecas, Henrik Ibsen
44 Lord Jim, Joseph Conrad
45 Lady Barberina / A Outra Volta do Parafuso, Henry James
46 O Ateneu, Raul Pompéia
47 Uma Vida, Guy de Maupassant
48 Suave é a Noite, F. Scott Fitzgerald
49 Mulheres Apaixonadas, D. H. Lawrence
50 Ivanhoé, Walter Scott  


Fonte: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Obras-Primas>. Acesso em 22/04/2020.

Post-Scriptum

No sítio eletrônico da editora Nova Cultural, pode-se ler o resumo de cada obra prima. Segue o link: <http://www.obrasprimas.com.br/index.htm>.

Esta coleção tem, além do valor cultural e intelectual inestimável que encerra, um valor sentimental muito singular, pois foi minha mãe quem comprava as edições na banca de jornais da minha cidade sempre que eram publicadas. Minha mãe sempre nos influenciou a cultivar o gosto pela leitura e, com o passar do tempo, o gosto transformou-se em prazer natural e vital. Lembro-me quando ela chegava com as edições recém compradas, novinhas e no-las dava.

O primeiro prazer gerado era o visual, isto é, olhar o livro e todos os detalhes dourados da capa, as figuras e a cor. Depois, ao retirar-se o lacre, o segundo deleite era olfativo: sentir os odores do livro novo e das páginas tocadas pela primeira vez. Por fim, entregava-se à leitura da obra e do fascículo com a biografia do autor que acompanhava cada uma delas.

Minha mãe não comprou todos os livros da coleção. Infelizmente, por negligência minha, não cuidei deles como mereciam, e alguns acabaram por criar avarias nas capas(dois deles acabaram por ter furos nas capas causados por um colega de escola para quem, desgraçadamente, os havia emprestado). Posteriormente, quase 20 anos depois do lançamento, resolvi comprar os números faltantes um que havia desaparecido e substituir alguns com os detalhes dourados das capas muito desgastados por outros em melhores condições. Quero colocar todos numa estante para exposição, tendo nas extremidades um aparador de livros com uma reprodução da estátua Vênus de Milo.

Completarei a coleção Obras Primas da editora Nova Cultural em homenagem à memória de minha mãe, a responsável pelo meu gosto pela arte de ler.

Posteriormente, soube que, além dos 50 títulos descritos acima, havia pelos menos dois lançados como edições extras: O Castelo, de Franz Kafka, e Contos, do russo Tchekhov, cujas fotos seguem abaixo:





Monday, 13 April 2020

Dithýrambos

Ao vinho, ergo agora meus elogios!
A ti dedico meus versos
Oh suprema criação de Dioníso!
O grande Deus báquico criou-te
Para servires aos homens
E levar-lhes a felicidade
Que por infortúnio não conseguem encontrar.

A garrafa negra do doce vinho
Nos dá felicidade e nos aproxima mais
Da suprema divindade.
A embriaguez nos torna sensíveis
E mais aptos a amar!

O mundo povoado de ébrios
Dita como tudo deve ser.
Teu thyrsos poderoso nos dá vida
E faz com que a bem amada retorne ao lar.
Que o vinho nunca abandone a humanidade!

Evoé!

Minha Divisa

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á alguns anos atrás escolhi como meu mote pessoal a máxima em Latim acima. A mesma traduzida ao Português significa "Em Deus o meu aperfeiçoamento".

Mas o que quis dizer escolhendo tais palavras como minhas máxima?

Tive em mente a ideia de que Deus é a encarnação da Suma Perfeição e o mandamento do Christo quando afirmou, em Mt 5:48, "Estote ergo vos perfecti, sicut Pater vester caelestis perfectus est".

Portanto, tenho que o dever do homem, enquanto existe, é desenvolver-se a si mesmo e trilhar a infinita via do aperfeiçoamento intelectual, moral, artístico, cultural etc, porém, tendo sempre em mente que jamais conseguirá alcançar o final desse caminho, isto é, nunca terá atingido a plenitude da perfeição, pois ela é um ente abstrato infinitamente acima de nossa capacidade pessoal, qualquer que seja ela.

Sintaticamente, o mote possui os núcleos IN DEO, isto é, em Deus - com o substantivo DEUS na forma apropriada do caso dativo singular- e PERFECTVS MEVS, sendo que PERFECTVS é um substantivo no nominativo singular da IV declinação, acompanhado do respectivo adjetivo possessivo.

Friday, 10 April 2020

Ditos de Sócrates

"A ignorância mais condenável não é essa de supor saber o que não sabe?"

"Enquanto eu tiver alento e poder fazê-lo, jamais deixarei de filosofar."

"Meu caro, tu, um ateniense, da cidade mais importante e mais reputada por sua cultura e poderio, não te pejas de cuidares de adquirir o máximo de riquezas, fama e honrarias, e de não te importares e cogitares da razão, da verdade e de melhorar quanto mais a tua alma?"

"Ninguém se pode salvar quando se opõe bravamente a nós ou a outra multidão qualquer para evitar que aconteçam na cidade tantas injustiças ou ilegalidades; quem se bate deveras pela justiça deve necessariamente, para estar a salvo, embora por pouco tempo, atuar em particular e não em público."


Excerto de Crime e Castigo

"Para que viver? A que aspirar? Para que esforçar-se? Viver só por viver? Mais mil vezes antes já ele tinha estado disposto a dar sua vida por uma ideia, por uma ilusão, até por um sonho. A simples existência sempre tinha significado pouco para ele; sempre aspirara a mais. Talvez só pela força do seu desejo chegara a sentir-se então um homem ao qual era permitido mais do que aos outros."

Sônia

Tu, doce Sônia, não tiveste culpa do teu destino.
Tu sofreste tudo quanto um ser humano poderia sofrer
E te mantiveste sempre serena e pura.
Jogaram-te na lama,
Trataram-te como a um animal
E foste até cuspida.
Mas teu valor e grandiosidade
O mundo não conseguiu destruir!
Tu representas toda a dor de uma vida
E sempre serás meu amparo.
Tu e eu quebramos todas as regras
E só aguentaremos viver os martírios
Se estivermos juntos um ao outro.
Tu, Sônia, não tiveste culpa do teu destino
Assim como eu não tive culpa do meu
(...)

O Banco

O banco da praça está vazio
Abandona e sozinho
Espera por algum desconhecido
Por alguém que ele nunca viu

Quando esse alguém virá
Não se pode saber
Mas continua a esperar
Sem entender bem por que o fazer.

A chuva vem, o sol se põe
As estações mudam, e os anos passam
O que não muda é a espera infinita
Por esse alguém que nunca viu

E que talvez nem mesmo exista.

Ruas de Sobral

As ruas de Sobral são belas
Ruas sujas, noturnas, solitárias,
Dentro delas sinto que se escondem
Que lá se escondem todos os segredos do mundo.

Enquanto houver papel e tinta
Sobre Sobral continuarei a escrever
Das suas ruas e das suas noites
Guardo lembranças que resumem toda uma vida!

Meus sapatos tocam seu chão
Suas calçadas me pertencem
Suas árvores, suas luas, suas luzes...
Infinitamente tudo!

Donzela, que à meia-noite apareces,
Aonde vais? Por acaso não sabes
Que a noite te guarda e te beija?
Subamos à torre mais alta e miremos o Universo!

Sonho? Tu não existes?
A dor de Ariadne mais uma vez me assalta
Mas as ruas me esperam
E sobre elas sigo o meu caminho.
A chuva cai espessamente
O sol há muito se escondeu
Não há mais sonhos nem ilusões
Desde que ela desapareceu!

Sonha e existir. Sonhar e recordar.
As lembranças resistem ao tempo
Com um toque de mágoa me dominam
E me fazem lacrimejar!


Eu sou um anjo
Que entre nuvens da noite escura
Voa, pensa e por ti procura.

Minhas asas são negras
Tão negras quanto os olhos teus,
Que fizeram minha alma alegre
E habitam nos pensamentos meus!

Filha de Satã, doce Lenora,
Tu de Afrodite discípula és
Dar-te-ia flores, mares e florestas
Se pudesse me ajoelhar e chorar sobre teus pés!

Das noites ouço o último suspiro
Da fantasia vejo o sorriso atraente
De ti, minha amada, sinto o ainda o frescor
Enquanto no peito, gelado, só há espaço para a dor!


Trecho da Dedicatória do Fausto de Goethe

"Às vezes, só depois de longa caminhada,
ressurge, enfim, perfeita, a obra buscada.
O efêmero reluz - seu brilho é passageiro;
Mas o autêntico permanece, eterno, verdadeiro!"

Excertos de A Divina Comédia, Dante Alighieri

"O homem que se acovarda, perde a razão."

"Mas não desperdicemos mais tempo com eles: olha-os e segue em frente."

"Não há tormento mais dorido que relembrar os tempos felizes na desgraça; teu mestre sabe bem disso."

"Não é cedendo ao ócio nem refestelando-se sobre plumas que se obtém êxito.

(...)

Vence a fadiga e o torpor, recobra o ânimo, que das vitórias sobre os perigos, a primeira é a da vontade sobre o corpo."

"Se ficares esperando quem nos mostre o caminho, receio que nos atrasemos."

"É da natureza divina que o bem-estar do indivíduo aumente o bem-estar geral."

"Tuas palavras sugerem dúvidas maiores."

"Quanto mais intenso foi o amor da alma na busca da luz divina, tanto mais essa divina luz envolverá e aquecerá a bendita alma."

"Cumpre ativar o passo aos que por lassidão retardam o andar, mesmo andando acordados."

"A muitos priva da vida e a si mesmo priva da honra."

"Leis, portanto, existem. Mas quem as segue?"

"A Igreja Romana, por reunir ambos os poderes antigos, enlameia-se e de fazer o bem abre mão."

"Concentra em mim toda a força do teu intelecto."

"Segue agora. Já te detiveste aqui demais."

"Uma vontade simples não pode superar uma vontade mais forte."

"Assim ia eu, pensativo e acanhado."

"Lembres no mundo o meu tormento."

"Põe de lado temor sem fundamento e conosco avança!"

"Reserva disposição e as lágrimas para mais intensa dor."

"Uma vontade firme não se cumplicia ao mal."

"Presta atenção ao que explico e encerra-o na alma; pois não logramos aprender o que ouvimos e não guardamos."

"Mostra teu desejo de saber." Beatrice




Constatação

Clodovil morreu às 18:50h do dia 17 de março de 2009, com 71 anos de idade vividos.

Passagens de sabedoria dos antigos

"Feliz é aquele que escapou da tempestade no mar e encontrou um porto."

"Conhecer os limites da mortalidade constitui uma vida sem pesares."

Eurípides, As Bacantes.

"Jamais eu tenha uma riqueza que despedace o meu coração."

Eurípides, Medeia.

"Sendo mortais, compete-nos suportar resignados as calamidades."

 Eurípides, Medeia. Acto V.

"Não cedas aos desastres, mas segue lutando com bravura."

Virgílio

Excerto de Os Demônios, de F.M. Dostoiévski

"Vocês não poderiam imaginar que tristeza e que raiva invadem nossa alma quando uma grande ideia, que por muito tempo veneramos como uma coisa santa, é captada por ignorantes que a arrastam pela rua, para o meio de gente tão imbecil quanto eles próprios; e, de súbito, nós tornamos a encontrá-la no mercado, irreconhecível, atolada na lama, toda pisada e desconchavada, sem mais proporções nem harmonia, tal um brinquedo em mãos de crianças..."
"Preferirei morrer a mendigar servilmente a vida e fazer-me outorgar uma existência mil vezes pior que a morte."

Xenofonte

Eles Riem

Lá estão eles,
Parados sempre no mesmo lugar
E com os mesmos trajes e gestos.
Aproximando-me deles,
Percebo o insólito: eles riem.
Seus lábios, abertos e esticados,
Fazem-me ver seus dentes longos e afiados.
Ao redor deles tudo acontece:
Uma mulher grita desesperadamente;
Um velho, rastejando, pede-lhes esmola;
Uma messalina leva um tapa na face úmida;
Uma bomba explode na cidade;
Um fanático grita-lhes aos ouvidos;
O pai de família perde o emprego;
O Presidente proclama a guerra;
O louco se ajoelha e chora
E o poeta se suicida.

E eles continuam a rir.
E rirão para sempre.

13/03/2008

Registro de uma loucura adolescente

03:04h -Estou sentado sobre um gramado na Margem Esquerda. Estou sentindo-me muito bem. Aqui está muito sossegado. Sinto o delicioso frescor da madrugada agora.

Alguns excertos de A Riqueza das Nações

Livro I

"Se não existisse em cada homem a tendência para a troca e para a compra, este ver-se-ia obrigado a produzir todas as coisas necessárias e úteis para a sua vida." Cap.II.

"Cada homem é considerado rico ou pobre de acordo com sua possibilidade de adquirir os objetos que lhe são necessários e convenientes e de gozar os prazeres da vida humana."

"A riqueza é poder."

Hobbes apud Adam Smith

"Dê-me o que quero e terá aquilo que deseja."

Cap. V

XXI

O furação em mim diz
Que um revolta é necessária,
Que o mundo não precisa ser assim,
E que as lágrimas não têm necessidade de cair.

Há 10 anos que sempre escuto
A mesma música na rádio
E vejo as mesmas caras nas ruas.

Uma sede,
Um desejo
Corre nas minhas veias

Mas o inverno que assalta meu peito
Me dilacera
E me faz ficar para sempre
Sentado sobre a cadeira, sozinho,
A olhar as velas que não se movem.

Sem título

Não preciso de aspas,
Não preciso de vírgulas,
De reticências nem de exclamações.

Só preciso de um ponto final:
De um grito de
BASTA

A tudo isto.

Desencontro

A rua estava lá.
Os braços estavam lá.
Os pés estavam lá.
Ela estava lá,
Sentada e sorrindo.
Todos estavam lá.
Mas eu não estava lá.

Sobral

Quando olho para o céu
E vejo as estrelas,
Sempre me pergunto
Se os céus e as estrelas de Sobral
São da mesma cor e brilho!

As ruas, as praças, o ar...

Não, nada é igual! Nada pode ser igual!

As belas damas que passeiam à noite no boulevard,
Ou melhor, seus lindos olhos verdes,
dizem-me que só em Sobral a beleza existe
E a liberdade se esconde em cada esquina que vejo.

Caminhando pela Margem Esquerda,
Ouço o vento me dizer
Que a paz que tanto almejo
Pode realmente existir.

E de manhã, quando acordo,
E percebo que em Sobral não me encontro,
Choro feito uma criança,
Pois sei que só posso encontrar-me em Sobral
E que Sobral só pode encontrar-se em mim.

22/05/2008

Sem título

A dor atormenta-me o ser
Porque pensava que eras só minha
Só minha e de mais ninguém.
Mas meus olhos viram o impossível.
O mundo de sombras fez-se present
E o reino invencível caiu, desmoronou-se,
E só quem poderia reconstruí-lo,
Foi-se embora para sempre[...]

A ti

A dor que sinto na alma
É por causa de ti!
A angústia que sinto no peito
É por causa de ti!
As lágrimas que caem,
Correm em tua direção
Teus olhos me atraem,
Mas a dor me atormenta
Teus lábios me chamam,
Mas num instante de pena,
Caio sem vida no chão [...]

Que Coisa é Essa?

O que há em ti que me atrai?
Que voz é essa dentro do teu ser
Que me ordena a pular no penhasco da loucura?
Que queres de mim?
Sou somente um ser sem destino
Um ser sem um caminho a seguir
Que vive só, sem estar
Perto de ti e de ninguém
Um ser que vive só
E sem um caminho a seguir.

Thursday, 9 April 2020

Algumas Passagens da Novela "Die Leiden des Jungen Werthers"

Maio 10

"Oh! Se pudesses exprimir tudo isso! Se pudesses exalar, ao menos, e fixar no papel tudo quanto palpita dentro de ti com tanto calor e plenitude, de modo que essa obra se tornasse o espelho de tua alma, como tua alma é o espelho de Deus!"

Maio 17

"Como a espécie humana é uniforme! A maioria sofre durante quase todo o seu tempo apenas para poder viver,e os poucos lazeres que lhe restam são tão cheios de preocupações que ela procura todos os meios de aliviá-los. Oh, destino do homem!"

"Por que a amiga da minha juventude está morta?"

"És um insensato em busca daquilo que não se encontra neste mundo."

Maio 22

"A vida humana não passa de um sonho. Mais de uma pessoa já pensou isso."

"Todo o nosso labor visa apenas a satisfazer nossas necessidades, as quais, por sua vez, não têm outro objetivo senão prolongar nossa mesquinha existência."

"Concentro-me e encontro um mundo em mim mesmo!"

"E, assim, quaisquer que sejam os obstáculos que entravem teus passos, guarda sempre no coração o doce sentimento de que és livre e poderás, quando quiseres, sair da tua prisão."

GOETHE, Johann. Os Sofrimentos do Jovem Werther. Coleção Obras Primas. Ed. Nova Cultural:2002.

Sobre o Onanismo


 "Até os 19 eu tocava punheta várias vezes por dia e me sentia super bem. Depois passei a sentir culpa após o ato masturbatório. Desde então, a masturbação se tornou mil vezes mais prazerosa. Masturbação só é boa quando, logo em seguida a ela, você olha para si mesmo e se vê como um homem adulto todo melado, cansado, fraco, com o membro murcho e impotente... Você se vê como um inútil, idiota e solitário.. Um completo loser. Daí você chora um pouquinho para se sentir um pouco melhor. Você pensa: -Estou aqui desperdiçando minha porra enquanto alguém está comendo a Natalie Portman... Enquanto alguém está tocando a epiderme lisa e delgada de uma mulher, sentindo as formas de seu corpo curvilíneo, sentindo o cheiro de seus longos cabelos, o perfume, a quentura das partes íntimas, o calor que sai de sua boca quando ela geme etc etc.

Pensando assim, você constata o quanto está mal. E, da próxima vez que se masturbar, tratará de aproveitar com muito mais intensidade o orgasmo, pois saberá que logo após ele, virá aquela sensação terrível de rejeição e fracasso. Assim, as masturbações tornar-se-ão mais deliciosas.

Agora eu só tenho de arrumar algum jeito de sentir culpa também após a relação sexual. Pois eu ainda não consigo sentir culpa após a mesma... Mas quero sentir, para melhor aproveitá-la. A sensação de estar fazendo algo errado e proibido é arrebatadora."


Autoria: Bruno Bonfante

Postado numa comunidade do Orkut(antiga rede social virtual da primeira década do século XXI, muito popular no Brasil de então) há muito tempo atrás.