A Ilíada, até hoje, é
celebrada como uma das mais impressionantes obras literárias do mundo
ocidental. Ela narra os eventos próximos ao final da guerra de Troia.
Aristóteles elogiava Homero por ter feito um recorte preciso para a
trama de seu poema: ele não conta a história inteira da guerra, desde
sua causa até a queda e o saque da cidade; em vez disso, relata apenas o
que aconteceu do início ao fim da cólera de Aquiles.
Nesse episódio específico, o herói se indispõe com o líder dos
gregos, Agamêmnon, por conta da divisão dos despojos de guerra.
Sentindo-se ultrajado, Aquiles se afasta do combate, o que, ao longo do
poema, resulta em uma série de revezes para os heróis gregos, que, um a
um, vão se ferindo em combate, apesar de executarem feitos
extraordinários.
Quando não parece haver mais solução, Pátroclo, o companheiro de
Aquiles, aflito ao ver os troianos avançando próximo ao acampamento
grego, convence o herói a emprestar-lhe suas armas, para que ajudasse os
gregos. Ele consente e Pátroclo, depois de lutar bravamente, acaba
sendo morto por Heitor. Esse evento faz com que Aquiles, enfurecido,
volte ao combate, massacrando brutalmente os troianos, sem poupar nem
mesmo os que se entregam, vencidos, diante dele.
Mesmo depois de matar Heitor e profanar seu cadáver, arrastando-o em
volta de Troia e largando-o exposto ao tempo, sua cólera só se desfaz
quando o próprio Príamo, rei de Troia, entra disfarçado, à noite, no
acampamento dos gregos e implora que Aquiles devolva o corpo do filho.
Lembrando-se de seu próprio pai, Peleu, Aquiles se apieda e devolve o
cadáver de Heitor ao rei, selando o fim do poema.
Fonte: <https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=18 >. Acesso em 27/04/2020.
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