Monday, 27 April 2020

Ilíada

     A Ilíada, até hoje, é celebrada como uma das mais impressionantes obras literárias do mundo ocidental. Ela narra os eventos próximos ao final da guerra de Troia. Aristóteles elogiava Homero por ter feito um recorte preciso para a trama de seu poema: ele não conta a história inteira da guerra, desde sua causa até a queda e o saque da cidade; em vez disso, relata apenas o que aconteceu do início ao fim da cólera de Aquiles.
     Nesse episódio específico, o herói se indispõe com o líder dos gregos, Agamêmnon, por conta da divisão dos despojos de guerra. Sentindo-se ultrajado, Aquiles se afasta do combate, o que, ao longo do poema, resulta em uma série de revezes para os heróis gregos, que, um a um, vão se ferindo em combate, apesar de executarem feitos extraordinários.
     Quando não parece haver mais solução, Pátroclo, o companheiro de Aquiles, aflito ao ver os troianos avançando próximo ao acampamento grego, convence o herói a emprestar-lhe suas armas, para que ajudasse os gregos. Ele consente e Pátroclo, depois de lutar bravamente, acaba sendo morto por Heitor. Esse evento faz com que Aquiles, enfurecido, volte ao combate, massacrando brutalmente os troianos, sem poupar nem mesmo os que se entregam, vencidos, diante dele.
     Mesmo depois de matar Heitor e profanar seu cadáver, arrastando-o em volta de Troia e largando-o exposto ao tempo, sua cólera só se desfaz quando o próprio Príamo, rei de Troia, entra disfarçado, à noite, no acampamento dos gregos e implora que Aquiles devolva o corpo do filho. Lembrando-se de seu próprio pai, Peleu, Aquiles se apieda e devolve o cadáver de Heitor ao rei, selando o fim do poema.


Fonte: <https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=18 >. Acesso em 27/04/2020.

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