As ruas de Sobral são belas
Ruas sujas, noturnas, solitárias,
Dentro delas sinto que se escondem
Que lá se escondem todos os segredos do mundo.
Enquanto houver papel e tinta
Sobre Sobral continuarei a escrever
Das suas ruas e das suas noites
Guardo lembranças que resumem toda uma vida!
Meus sapatos tocam seu chão
Suas calçadas me pertencem
Suas árvores, suas luas, suas luzes...
Infinitamente tudo!
Donzela, que à meia-noite apareces,
Aonde vais? Por acaso não sabes
Que a noite te guarda e te beija?
Subamos à torre mais alta e miremos o Universo!
Sonho? Tu não existes?
A dor de Ariadne mais uma vez me assalta
Mas as ruas me esperam
E sobre elas sigo o meu caminho.
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