De manhã, pouco antes da aurora,
Acordo sobressaltado e ofegante
Desorientado e assustado,
Penso que morri, que não mais vivo.
Decidido, levanto-me do leito
E corro em direção à janela
Abro as cortinas e vejo:
O mundo continua lá.
O mesmo jardim, as mesmas flores...
O que fazer com tal constatação?
Suicidar-me-ia porque o piano
Está na sala e seus teclados,
Desamparados?
As notas e melodias, eternas...
Não, nada atinge o extremo da loucura
Nem mesmo eu, desesperado que estou!
Aqui não são palavras de insânia
Mas é o tédio unicamente que as inspira
Na minha alma.
Na minha alma!
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