Tuesday, 30 October 2018

"Ontem, como hoje e sempre, o homem nesta Terra NUNCA poderá evitar a dor. O segredo da felicidade, portanto, não se encontra em não sofrer, mas em como enfrentar o sofrimento." 

Fonte: Editorial da revista Arautos do Evangelho. Outubro/2015.

Wednesday, 24 October 2018

"I don't believe in a future life," said Raskolnikov.

Svidrigaïlov sat lost in thought.

"And what if there are only spiders there, or something of that sort," he said suddenly.

"He is a madman," thought Raskolnikov.

"We always imagine eternity as something beyond our conception, something vast, vast! But why must it be vast? Instead of all that, what if it's one little room, like a bath house in the country, black and grimy and spiders in every corner, and that's all eternity is? I sometimes fancy it like that."

"Can it be you can imagine nothing juster and more comforting than that?" Raskolnikov cried, with a feeling of anguish.

"Juster? And how can we tell, perhaps that is just, and do you know it's what I would certainly have made it," answered Svidrigaïlov, with a vague smile."

Crime and Punishment
Diálogo entre Sônia e Raskolnikov,v. II, pág.182-191

"...Agora choras e me abraças, mas dize... por quê? Porque não tive coragem de carregar meu fardo e vim descarregá-lo sobre outrem, dizendo-lhe: "Sofre também, ficarei aliviado". Entretanto, como podes amar um covarde assim?
-E tu também não sofres? - redarguiu ela.
O mesmo sentimento encheu de novo o coração do moço, enternecendo-o.
-Sônia, tenho mau coração: toma cuidado; isso explica muita coisa...
-Não, não, tu fizeste bem em vir! - exclamou Sônia (....).
Estavam ali, tristes e abatidos como dois náufragos atirados pela tormenta numa praia deserta. Ele olhava para Sônia e sentia o quanto ela o amava. Mas, coisa estranha, aquela imensa ternura de que ele se via objeto causava-lhe uma impressão aflitiva e dolorosa."
"-Como estás diferente, Sônia! Enlaças-me e vens abraçar-me depois que te confessei aquilo. Não tens consciência do que fazes.
(...) Um sentimento havia muito esquecido veio quebrantar a alma do moço. Ele não resistiu; duas lágrimas saltaram-lhe dos olhos, ficando-lhe suspensas nas pestanas.
-Então, não me abandonarás, Sônia? - disse com uma espécie de esperança.
-Não, nunca, em parte alguma! - prometeu ela. - Acompanhar-te-ei sempre (....). E por que, por que não te conheci mais cedo? Por que não vieste antes? (...)
- Bem vês que vim.
-Agora! Oh, que fazer agora? Juntos, juntos - repetiu com exaltação, enlaçando-o mais. Acompanhar-te-ei às galés". (diálogo entre Sônia e Raskolnikov.)

Sunday, 21 October 2018

"O pensador não tem necessidade de nenhuma aprovação e, tampouco, de aplauso, desde que esteja certo dos seus próprios aplausos. Estes, pelo contrário, não pode dispensá-los."
Nietzsche, A Gaia Ciência, aforismo 330.