"-Como estás diferente, Sônia! Enlaças-me e vens abraçar-me depois que te confessei aquilo. Não tens consciência do que fazes.
(...) Um sentimento havia muito esquecido veio quebrantar a alma do moço. Ele não resistiu; duas lágrimas saltaram-lhe dos olhos, ficando-lhe suspensas nas pestanas.
-Então, não me abandonarás, Sônia? - disse com uma espécie de esperança.
-Não, nunca, em parte alguma! - prometeu ela. - Acompanhar-te-ei sempre (....). E por que, por que não te conheci mais cedo? Por que não vieste antes? (...)
- Bem vês que vim.
-Agora! Oh, que fazer agora? Juntos, juntos - repetiu com exaltação, enlaçando-o mais. Acompanhar-te-ei às galés". (diálogo entre Sônia e Raskolnikov.)
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