A tarde cai em Botafogo
Do meu aposento fico estático
A velar o barquinho Bossa nova
É tanta coisa que cai
Caem sonhos e nem sempre ficam
Caem lágrimas e nem sempre rolam
Há tanta coisa que cai meu Deus
Na tarde estática de Botafogo
Os bondinhos num vai-e-vem carregando alguns amores
Os mesmos bondes que carregam seus senhores;
Suas avarezas,suas tristezas;suas dores
Nem mais uma visão
É noite
Foi-se o barquinho Bossa nova
E eu aqui estático no meu aposento
Sob o anoitecer que cai em Botafogo
C.M.A.
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