𝕬cabei de ler Ilíada, do poeta grego Homero. Que livro! Acho que o melhor livro que li na minha vida até o momento!
Deu-me até sentir saudade dos personagens do poema, personagens com as quais tenho convivido diariamente deste final de abril. Devo admitir que tentei ler a narrativa de uma forma neutra com o intuito de entender os fatos e personagens de forma crua, sem tomar partido. Entretanto, acabei ficando fascinado pelos personagens Troianos, principalmente o rei Príamos, Hector e Andromáche.
O relato das batalhas, dos personagens e o encadeamento das ações é fascinante. Comoveu-me profundamente o adeus de Hector a Andromáche e a seu filho Astyanax; os discursos pesados de dor da esposa de Hector e a cena final no Canto XXIV. São passagens poderosas e marcantes da narrativa das quais nunca me esquecerei. A personagem Andromáche é plena em intensidade dramática e poética!
Já do lado dos gregos, comecei com um certo pendor por eles, mas já alguns Cantos depois minha afeição diminuiu. Achilleus, personagem cuja cólera o poeta canta, não é nada do que pensei: é um guerreiro presunçoso, cruel, desumano, bestial, selvagem, ególatra, escravizador de mulheres, egoísta, sedento por sangue. Páris pelo menos serviu para alguma coisa e lhe acertou posteriormente uma flecha no calcanhar, com ajuda de Apollon, e vingou seu irmão.

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