Tuesday, 28 April 2020

Obras Ilustradas de Dostoiévski - Ed. José Olympio


Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (Moscou 1821 - 1881) foi um escritor, filósofo e jornalista do Império Russo. É considerado um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores "psicólogos" que já existiram (na acepção mais ampla do termo, como investigadores da psiquê).

Títulos lançados nesta coleção:

VOLUME I: O ETERNO MARIDO (ROMANCE, 288 PÁGINAS) TÍTULO ORIGINAL: VIECHNII MUCH. TRAD.: COSTA NEVES. 

VOLUME II: UM JOGADOR -DAS MEMÓRIAS DE UM JOVEM (ROMANCE, 294 PÁGINAS). TÍTULO ORIGINAL: IGROK. TRAD.: COSTA NEVES. 

VOLUME III: HUMILHADOS E OFENDIDOS (ROMANCE,464 PÁGINAS). TÍTULO ORIGINAL: UNICHENYE I SKORBLENYIE. TRAD.: RACHEL DE QUEIRÓZ. PREF.: :OTTO M. CARPEAUX. XILOGRAVURAS: OSVALDO GOELDI. 

VOLUME IV: RECORDAÇÕES DA CASA DOS MORTOS (ROMANCE, 414 PÁGINAS). TÍTULO ORIGINAL: ZAPISKI IZ MERTVAVO DOMA. TRAD.: DE RACHEL DE QUEIROZ. PREF.: BRITO BROCA. XILOGRAVURAS: OSVALDO GOELDI. 

VOLUME V: NIETÓTCHKA (ROMANCE, 312 PÁGINAS). ITÍTULO ORIGINAL: NIETÓTCHKA. TRAD.: COSTA NEVES. INTRODUÇÃO DE WILSON MARTINS. ILUSTRAÇÕES DE MARTHA SCHIDROWITZ, 

VOLUMES VI E VII: CRIME E CASTIGO, ACOMPANHADO DO DIÁRIO DE RASKOLNOKOV (ROMANCE, 698 PÁGINAS). TÍTULO ORIGINAL: PRESTUPLENIE I NAKAZANIE. TRAD.: ROSÁRIO FUSCO. INTRODUÇÃO: BRITO BROCA. ILUSTRAÇÕES: SANTA ROSA. 

VOLUMES VIII E IX: O IDIOTA (ROMANCE, 837 PÁGINAS) TÍTULO ORIGINAL: IDIOT. TRAD.:: JOSÉ GERALDO VIEIRA. PREF.: BRITO BROCA. ILUSTRAÇÕES: OSVALDO GOELDI. 

VOLUMES X, XI, E XII: OS DEMÔNIOS (ROMANCE, 1022 PÁGINAS) TÍTULO ORIGINAL: BIESI. TRAD.: RACHEL DE QUEIROZ. PREF.: ROBERTO ALVIM CORREIA. XILOGRAVURAS: AXEL DE LESKOSCHEK. 

VOLUMES XIII, XIV E XV: OS IRMÃO KARAMÁZO (ROMANCE, 1353 PÁGINAS). TÍTULO ORIGINAL: BRATIA KARAMÁZOVI. TRAD.: RACHEL DE QUEIROZ. INTRODUÇÃO: OTTO M. CARPEAUX. XILOGRAVURAS AXEL DE LESKOSCHEK. 

Fonte: <https://www.traca.com.br/livro/60442/obras-completas-e-ilustradas-de-f-m-dostoievski-em-15-volumes>. Acesso em 28/04/2020 


Monday, 27 April 2020

Anacreonte, Íbico e Anacreônticas

Simônides

 Foi um dos maiores poetas líricos da Grécia antiga, celebrado por sua poesia de caráter elevado e sapiencial. De sua vasta produção poética, temos apenas fragmentos. 

     De acordo com Platão, o poeta teria vivido em Atenas na mesma época em que Anacreonte, ambos por convite dos irmãos Hípias e Hiparco, tiranos herdeiros de Pisístrato. Essa relação entre governantes e poetas não era incomum. O próprio Platão viveu na corte de Dioniso de Siracusa próximo ao fim de sua vida. Aristóteles, segundo os antigos nos contam, teria sido preceptor de Alexandre, o Grande. Péricles, o estratego ateniense durante a guerra do Peloponeso, mantinha o filósofo Anaxágoras entre seus companheiros. Alcibíades, sobrinho de Péricles e estratego durante a expedição contra a Sicília, estava entre os discípulos de Sócrates. A lista continuaria por páginas e páginas.

     Simônides, ao que tudo indica, foi o inventor de um gênero poético intrinsicamente ligado à aristocracia: o epinício. Esse tipo de poema era composto e cantado, sob encomenda, para vencedores de grandes competições atléticas, como os jogos olímpicos. Dentre esses jogos, o mais distinguido era a corrida com quadriga (o carro levado por quatro cavalos). Ao contrário do que se pode esperar, o vencedor desse tipo de competição não era o piloto, mas, sim, o dono dos cavalos. A glória maior não estava em correr na pista, ainda que isso também fosse louvado, mas em ter dinheiro o bastante para bancar os dispendiosos gastos envolvidos na manutenção de cavalos. O próprio Alcibíades, para justificar que lhe dessem o posto de estratego, teria usado como argumento suas vitórias nesse tipo de competição. A poesia, nesse ponto, entra como parte da legitimação do poder, quase como uma propaganda política.


Sapphó

  A poesia de Safo talvez seja o melhor exemplo possível para o gênero lírico na Grécia – nem tanto por ser a mais representativa de todos os subgêneros possíveis, mas porque é aquela que mais se assimila com a nossa noção do que seja lírico.
     Desde o romantismo pelo menos, compreendemos o gênero lírico como aquele dedicado à mais pura expressão da subjetividade individual, em oposição à objetividade narrativa do gênero épico e à tensão do gênero dramático.
     Ainda que, entre os gregos, essas não sejam distinções plenamente cabíveis, muito da poesia de Safo se enquadra no que chamaríamos de poesia amorosa, dedicada à expressão do desejo do eu-lírico.
     Falando de modo estrito, entretanto, a poesia lírica grega é simplesmente aquela cantada com o acompanhamento da lira. Nesse sentido, ela se assemelha muito mais à noção ideia de canção do que propriamente de poesia escrita.


Odisseia


    Enquanto a Ilíada estabelecia os parâmetros gregos para o heroísmo em batalha, a Odisseia delineava o horizonte incerto das aventuras no mar, cruzando os limites da experiência humana para esbarrar em um território repleto de monstros, deuses e reinos mágicos.

     O poema se inicia in medias res, no meio da história, com Odisseu, náufrago, na ilha de Calipso. Há um duplo fio narrativo que se alterna entre as aventuras de Odisseu, no mar, e a situação de seu filho e de sua esposa em casa, em Ítaca, até que as duas tramas se encontram no retorno do herói.

     Viajando já há quase dez anos desde o fim da guerra, Odisseu é o único dos heróis gregos sobreviventes a não conseguir completar seu retorno. Partindo da ilha de Calipso, ele chega a Esquéria, o reino paradisíaco dos Feácios. Na corte do rei Alcínoo, depois de ocultar sua identidade inicialmente até certificar-se de que está entre homens confiáveis, Odisseu revela-se e conta suas aventuras: como passou por uma ilha de homens que comiam apenas lótus, como cegou o ciclope Polifemo, como quase chegou em casa com um presente de Éolo, o rei dos ventos, mas foi forçado de volta pela tolice de seus companheiros, que comeram os bois do Sol, entre outros tantos relatos fantásticos.

     Em casa, Penélope e Telêmaco sofrem a ausência do rei de Ítaca e veem seus bens sendo lentamente dilapidados por uma horda de pretendentes, alocados no palácio em interminável banquete enquanto aguardam que a rainha escolha um deles como seu novo marido. Penélope, tão astuciosa como o próprio Odisseu, diz que apenas se casará quando terminar de tecer um sudário para Laerte, o pai de seu esposo. Entretanto, a tarefa nunca acaba, pois tudo que ela tece durante o dia é desfeito à noite quando ninguém está vendo.

     Com a ajuda dos Feácios, Odisseu consegue realizar seu retorno a Ítaca, onde, junto de seu filho e de seu leal servo, planeja, disfarçado, sua vingança contra os pretendentes. Determinando quais servos ainda lhe eram leais, o herói fecha as portas do salão principal, onde aceita o desafio de Penélope e consegue o que ninguém havia até então conseguido: encordoar o arco que ele próprio deixara em casa ao partir para a guerra. Realizando a proeza e revelando-se como Odisseu, ele e Telêmaco massacram os pretendentes, um a um, para depois restabelecer a ordem em Ítaca e a si mesmo como rei.


Fonte: <https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=18 >. Acesso em 27/04/2020.

Ilíada

     A Ilíada, até hoje, é celebrada como uma das mais impressionantes obras literárias do mundo ocidental. Ela narra os eventos próximos ao final da guerra de Troia. Aristóteles elogiava Homero por ter feito um recorte preciso para a trama de seu poema: ele não conta a história inteira da guerra, desde sua causa até a queda e o saque da cidade; em vez disso, relata apenas o que aconteceu do início ao fim da cólera de Aquiles.
     Nesse episódio específico, o herói se indispõe com o líder dos gregos, Agamêmnon, por conta da divisão dos despojos de guerra. Sentindo-se ultrajado, Aquiles se afasta do combate, o que, ao longo do poema, resulta em uma série de revezes para os heróis gregos, que, um a um, vão se ferindo em combate, apesar de executarem feitos extraordinários.
     Quando não parece haver mais solução, Pátroclo, o companheiro de Aquiles, aflito ao ver os troianos avançando próximo ao acampamento grego, convence o herói a emprestar-lhe suas armas, para que ajudasse os gregos. Ele consente e Pátroclo, depois de lutar bravamente, acaba sendo morto por Heitor. Esse evento faz com que Aquiles, enfurecido, volte ao combate, massacrando brutalmente os troianos, sem poupar nem mesmo os que se entregam, vencidos, diante dele.
     Mesmo depois de matar Heitor e profanar seu cadáver, arrastando-o em volta de Troia e largando-o exposto ao tempo, sua cólera só se desfaz quando o próprio Príamo, rei de Troia, entra disfarçado, à noite, no acampamento dos gregos e implora que Aquiles devolva o corpo do filho. Lembrando-se de seu próprio pai, Peleu, Aquiles se apieda e devolve o cadáver de Heitor ao rei, selando o fim do poema.


Fonte: <https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=18 >. Acesso em 27/04/2020.

Saturday, 25 April 2020

Sabedoria de Sólon

Creso, rei da Lídia, segundo o relato de Heródoto, foi visitado por Sólon durante suas viagens. Apresentando ao hóspede ateniense a grandeza e opulência de seu palácio, o rei perguntou a ele, que já havia tanto viajado, quem era o homem mais feliz que ele encontrara em suas viagens. Esperando ouvir seu próprio nome como resposta, Creso foi surpreendido quando Sólon elencou, sucessivamente, três homens comuns que haviam tido boas vidas e morrido boas mortes; o primeiro deles, em batalha, defendendo a cidade; os outros dois, atletas irmãos, após carregar a carroça de sua mãe, uma sacerdotisa, até o templo onde se deitaram para descansar e nunca mais acordaram. Irritado com as respostas, o rei indagou se Sólon não o julgava feliz, sendo ele um monarca tão rico e poderoso. A isso, o sábio respondeu que, enquanto alguém vive, no máximo pode se dizer que ele tem sorte; só se pode julgar uma pessoa feliz ao fim de sua vida, sabendo-se qual foi o fim que teve. De fato, Creso, alguns anos depois, veio a entender a sabedoria de Sólon, quando foi vencido e escravizado por Ciro, rei dos Persas.

Fonte: <https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=18 >. Acesso em 25/04/2020,